Bíblia

Chamado Bíblico para fazer discípulos

Resumo: Chamado Bíblico para fazer discípulos. Quando ordenou os discípulos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações”. Mt 28:19a

DISCIPULADO CRESCENDO EM CRISTO

Chamado Bíblico para Fazer Discípulos – 02/30

Mateus 28:19a
Por Pr. Márcio Greyck

INTRODUÇÃO

1. Quando ordenou os discípulos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações”. Mt 28:19a
2. Jesus declarou a missão da Igreja. Disse aos discípulos que fizessem o que ele havia feito durante seus três anos de ministério.
3. Para fazer discípulos, Jesus escolheu alguns homens e transmitiu-lhes seu exemplo de vida.

I – O MÉTODO DE JESUS PARA FAZER DISCÍPULOS

Qual foi a vantagem estratégica de ter 12 homens “para que estivessem com Ele” (Mc 3:14)? Há muitos motivos, porém dois parecem ser mais relevantes.
A. Internalização
1. Jesus conseguiu garantir a natureza duradoura de sua missão por concentrar a atenção em poucas pessoas.
2. Por que Jesus se arriscou a suscitar inveja nos outros por escolher publicamente 12 homens em um grupo maior de discípulos (Lucas 6:13)?
3. Por que Jesus não continuou a ampliar seu círculo crescente de seguidores e não criou um movimento em massa?
4. O apostolo João explica a cautela de Jesus quando o povo se maravilhou ao ver seus sinais miraculosos: “Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois Ele bem sabia o que havia no homem” (João 2:24,25)
5. Apesar de ser dirigido seu ministério às necessidades das multidões, Jesus sabia que o povo era volúvel
6. Os discípulos não podem ser produzidos em massa porque são produto de um investimento íntimo e pessoal.
B. Multiplicação
1. O fato de Jesus ter concentrado grande parte de sua atenção em poucas pessoas não significa que não quisesse alcançar as multidões.
2. Eugene Peterson expressa essa verdade de maneira muito inteligente: “Devemos ter em mente que Jesus limitou nove décimos de seu ministério a doze judeus, porque essa foi a única maneira de alcançar todos os americanos”. (Traveling Light. Downers Grove: InterVarsity Press, 1982. P.182).
3. Jesus tinha visão ampla e seus pensamentos eram igualmente amplos. A concentração em poucos não limitou sua influência. Ao contrário, expandiu-a. quando subiu ao céu para estar com o Pai, Jesus sabia que haveria 11 pessoas capazes de multiplicar sua mensagem ao mundo com a autoridade de seu nome.
4. Robert Coleman entendeu o ponto central da metodologia de Jesus quando escreveu: “[Jesus] não se preocupou com programas para alcançar multidões, mas com os homens que as multidões seguiriam”. (The Master Plano f Evangelismo. Old Tappan, N. J: Revell, 1964, p. 21).

II – A FÓRMULA DE PAULO PAR FAZER DISCÍPULOS

1. Vemos que o apostolo Paulo adotou em seu ministério o mesmo objetivo e metodologia que Jesus deixou como exemplo.
2. A versão de Paulo da Grande Comissão é sua declaração pessoal de missão. (Colossenses 1:28, 29)
3. A paixão de Paulo por fazer discípulos é tão grande que ele estabelece uma comparação entre seu sofrimento com a imaturidade do rebanho e as dores de parto de uma mulher dando à luz. (Gálatas 4:19)
4. Seguindo o método de Jesus, Paulo investiu em pessoas para fazer discípulos.
5. Também concentrou o pensamento nas multidões, mas sabia que a sólida transmissão da fé não ocorreria tão rapidamente por meio de discursos a um grande público.
6. Paulo incentivou Timóteo a usar um estilo pessoal para criar um vinculo entre o evangelho e as futuras gerações quando exortou. (2Tm 2:2).
7. Paulo imaginou uma cadeia de várias gerações de discípulos ligadas entre si por meio de investimento pessoal. Neste versículo estão contidas gerações na rede do discipulado, criando o seguinte encadeamento: Paulo -> Timóteo -> homens fiéis -> ensinar outros.

III – FAZENDO DISCÍPULOS HOJE

1. Para fazer discípulos é necessário que o evangelho seja incutido profundamente na vida de cristãos amadurecidos que sirvam como elos para o futuro.
2. Portanto, discipulado é um relacionamento no qual caminhamos lado a lado com um discípulo ou vários discípulos em formação, com o propósito de encorajá-los, corrigi-los e desafiá-los a crescer em amor, para que adquiram maturidade em Cristo.
3. A pergunta é como produzir maturidade em Cristo? Temos três ingredientes necessários para produzir maturidade em Cristo.
a) Vulnerabilidade relacional – significa um relacionamento sincero, autorrevelador e transparente, capaz de permitir que o Espírito Santo nos remodele.
b) Responsabilidade da verdade – é ressaltada quando as pessoas expõem sua vida uma às outras em torno da verdade da Palavra de Deus e o Senhor começa a reconstruir essas vidas de dentro para fora.
c) Responsabilidade mutua – isto é, a autoridade dada a outros para que todos se responsabilizem mutuamente por cumprir os termos do acordo.

CONCLUSÃO

1. Não é possível fazer discípulos por meio de métodos de produção em massa que procurem atalhos para alcançar a maturidade. Roberto Coleman: “A pessoa precisa decidir onde ela deseja que seu ministério exerça influencia – no aplauso momentâneo do reconhecimento popular ou na reprodução de sua vida em poucos homens escolhidos que levarão adiante sua obra depois que ela morrer. (Plano mestre de evangelismo pessoal. RJ: CPAD, 2001, p. 21)
2. A ironia é que a concentração em poucas pessoas exige uma visão de longo prazo para multiplicar o número de discípulos e expandir a base de liderança da Igreja.
3. Embora os ministérios de pequenos grupos sejam boas ferramentas para alcançar a maturidade, se não houver pequenas unidades de formação de discípulos será difícil obter um alicerce sólido.
4. A tabela de Keith Phillips compara a diferença numérica entre uma pessoa por dia aceitando a Cristo e uma pessoa por ano sendo discipulada para alcançar a maturidade, e ser um verdadeiro discípulo autentico, adventista do sétimo dia. (A formação de um discípulo. 2. Ed. São Paulo: Vida, p. 28. 2007)
Ano Evangelismo Discipulador
1 365 2
2 730 4
3 1095 8
… … …
… … …
15 5475 32.767
16 5480 65.536

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Pr. Márcio Greyck